O desenvolvimento sensorial é o meio pelo qual os bebés começam a conhecer o mundo que os rodeia. Através dos sentidos, absorvem informação e vão descobrindo o seu ambiente. A seguir, contamos-te mais sobre esta parte do crescimento.
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Tabela de conteúdos
O desenvolvimento sensorial nas crianças
Para compreender melhor o conceito, desenvolver-se sensorialmente significa que os mais pequenos começam a reconhecer as informações que captam através dos seus sentidos.
Nos primeiros anos de vida, temos uma capacidade de aprendizagem praticamente inata. Esta distingue-se da aprendizagem mais complexa, ligada, por exemplo, aos conhecimentos adquiridos através do ensino. Falamos das aprendizagens mais básicas, aquelas que assimilamos de forma natural e que serão decisivas para aperfeiçoar as habilidades físicas ou linguísticas no futuro.
As crianças são como esponjas na absorção destes conhecimentos, básicos mas ao mesmo tempo fundamentais para se orientarem no mundo. Os mais importantes são os que captam através dos sentidos: numa primeira fase, recebem uma grande quantidade de estímulos através do gosto, olfato, tato, visão e audição. Embora já possuam capacidades para ir descodificando estes estímulos sozinhas, é importante que pais e educadores as ajudem a entrar em contacto com este mundo de sensações, pois isso multiplicará o seu progresso.
Quanto mais interação sensorial tiverem, dentro de certos limites, melhor. A etapa infantil é fundamental para o desenvolvimento sensorial de cada criança. Se não houver o acompanhamento adequado nesta fase, a criança poderá partir com uma desvantagem que, embora corrigível progressivamente, exigirá muito mais tempo e esforço.
Objetivos do desenvolvimento sensorial
O desenvolvimento dos sentidos não tem apenas a finalidade de evitar atrasos. Também se pretende que as crianças sejam, desde os primeiros meses de vida, mais ativas e despertas para desenvolverem as suas capacidades ao máximo. Uma criança com um desenvolvimento sensorial saudável saberá expressar-se com mais facilidade e mover-se com maior agilidade. Para isso, é importante ter em conta os seguintes aspetos:
- O ambiente em que crescem é decisivo para potenciar estas capacidades. É responsabilidade da família e dos educadores criar um clima favorável ao desenvolvimento.
- O objetivo principal é que as crianças consigam decifrar com facilidade os dados que lhes chegam através dos sentidos. No início, recebem uma massa de sensações difíceis de distinguir, por isso a primeira necessidade é que comecem a diferenciar os estímulos: de que sentido provêm e o que significam. Isso já lhes permitirá perceber se gostam ou não dessas sensações. Vale lembrar que, desde o útero, já possuem algumas noções sensitivas bastante desenvolvidas.
- A discriminação entre sentidos e sensações é imprescindível, em primeiro lugar, para evitar aquilo que lhes dói ou desagrada e, além disso, para se orientarem em direção ao que lhes agrada.
- Depois destas primeiras trocas de sensações, as crianças ficam preparadas para interpretar melhor as informações e estruturá-las de forma coerente. Estas primeiras noções interpretativas serão fundamentais para abordar aprendizagens mais complexas, como as relacionadas com a linguagem ou com o sistema psicomotor.
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Como se trabalha a estimulação sensorial?
A estimulação sensorial é o requisito básico do desenvolvimento dos sentidos nas crianças. Embora elas já procurem estas interações por si próprias, está nas nossas mãos oferecer-lhes uma motivação extra.
Proporcionar experiências de desenvolvimento sensorial, sem exagerar para não as sobrecarregar, irá acelerar os seus processos de compreensão da realidade. E, como acontece com as aprendizagens naturais, os mais pequenos aprendem melhor a brincar.
Os jogos são as principais ferramentas para explorar os conhecimentos sensoriais. Através de métodos de tentativa e erro e da repetição de estímulos, as crianças desenvolvem habilidades práticas como a memória.
Pouco a pouco, começarão também a distinguir o que está bem do que está mal. Os jogos devem caracterizar-se inicialmente por uma grande simplicidade, aumentando gradualmente de complexidade. Ficam aqui alguns exemplos de atividades de desenvolvimento sensorial:
- Tocar e reconhecer peças de diferentes cores e formas para criar estruturas coerentes. Outro exemplo é manipular plasticina, que estimula a criatividade, potencia a expressão emocional e desenvolve a motricidade fina, entre outras capacidades.
- Existem brinquedos que permitem reconhecer sons e identificá-los com referências como animais ou cores.
- Pegar nas crianças em diferentes posições ajuda-as a descobrir as capacidades do seu corpo.
No início, devem brincar sempre acompanhadas por adultos; mais tarde, e sempre com segurança, podem começar a explorar o desenvolvimento dos sentidos de forma mais autónoma.
Quais são as capacidades sensoriais?
Talvez surpreenda saber que, já no ventre materno, se vai gerando um desenvolvimento dos sentidos bastante profundo. O tato, por exemplo, é um sentido muito desenvolvido nos bebés: conhecem as vibrações sensitivas da mãe, com quem passaram muito tempo. Ouvem, mas ainda não conseguem concentrar-se em sons concretos. Algo semelhante acontece com a visão.
Quanto ao gosto e ao olfato, as crianças já desenvolveram os seus primeiros reconhecimentos ainda antes de nascer. De facto, rejeitam gestualmente aquilo de que não gostam.
Em suma, o desenvolvimento sensorial trabalha-se desde a infância para capacitar os mais pequenos em cada uma das etapas do crescimento.
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